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Polícia Civil prende investigado por vender imagens de crianças em cenas de estupro

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira (14.7), em Salvador (BA), um homem, de 19 anos, investigado por comercializar imagens com cenas de estupro de vulnerável de crianças.

Uma equipe da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde viajou até a capital baiana para cumprir as ordens judiciais de prisão preventiva e busca e apreensão contra o suspeito após ele se envolver em um caso na cidade mato-grossense.

O suspeito foi localizado na comunidade do Arenoso, em Salvador.

A investigação teve início em novembro de 2025, após a prisão em flagrante de um homem, de 26 anos, em Lucas do Rio Verde. Ele foi preso por gravar a própria enteada, de apenas sete anos, em cenas de nudez. A partir desse caso, a Polícia Civil aprofundou as apurações, que culminaram na expedição dos mandados judiciais.

Após a prisão, foram encontrados em seus aparelhos eletrônicos vídeos e imagens contendo cenas de estupro de vulnerável e que seu fornecedor era o suspeito de 19 anos preso nesta terça-feira (14.2).

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Diante disso, a delegada Paula Moreira, titular da DEDM de Lucas do Rio Verde, representou pela quebra dos dados telemáticos do suspeito da Bahia e conseguiu identificar que ele comercializava os vídeos para diversas pessoas por um aplicativo de mensagens.

A delegada então representou pelos mandados de prisão e busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça e cumpridos nesta terça-feira (14), com apoio da Polícia Civil da Bahia.

Foram apreendidos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que passarão por análise pericial.

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POLÍCIA

Com alta de 140% em casos de ludopatia no SUS, MPF investiga abusos na publicidade de ‘bets’

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A rápida expansão das plataformas de apostas online, as chamadas bets, tem gerado um custo social alarmante que vai além do prejuízo financeiro das famílias, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde (SUS) com o aumento dos casos de ludopatia ( jogo patológico). Diante desse cenário, o procurador da República Fabiano de Moraes, coordenador da Comissão de Saúde do Ministério Público Federal (MPF), defendeu que o repasse atual de 1% da arrecadação tributária do setor para o SUS é insuficiente e precisa ser ampliado para financiar ações de prevenção e mitigação do jogo compulsivo.

A declaração foi feita durante uma audiência pública na Comissão de Esporte da Câmara dos Deputados, que debateu os impactos sociais, econômicos e de saúde pública desse mercado no Brasil. O representante do MPF alertou que a facilidade de apostar pelo celular potencializa os riscos da atividade, que hoje é amplamente impulsionada por campanhas publicitárias atreladas ao futebol, a atletas e a influenciadores populares.

De acordo com o procurador, essa forte presença na mídia transforma o esporte em uma vitrine de captação de clientes, atingindo diretamente crianças e adolescentes. Para garantir a proteção dos consumidores e da infância, ele argumentou que o país precisa adotar restrições severas à publicidade das bets, seguindo o modelo rigoroso que já é aplicado às indústrias de tabaco e de bebidas alcoólicas.

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Embora o governo federal tenha implementado avanços recentes, como a proibição do uso de cartões de crédito e de benefícios sociais, como o Bolsa Família, para apostas, além da criação da Plataforma Centralizada de Autoexclusão por CPF, o MPF aponta que a fiscalização ainda é falha e que o arcabouço legal precisa evoluir. Entre as novas medidas propostas, o procurador defende a obrigação de as empresas checarem a compatibilidade financeira dos apostadores para evitar o superendividamento, a criação de um teto de gastos fixo e padronizado para todas as operadoras e a garantia de transparência nos algoritmos das plataformas.

“A estrutura de proteção tem muito a avançar e precisamos fazer valer as normas que já existem, uma vez que o arcabouço legal existente não está totalmente implementado e a fiscalização ainda é falha”, afirmou o procurador.

A gravidade do problema é endossada por dados de saúde pública, que já classificam a ludopatia como a quarta dependência mais comum no Brasil, atrás apenas do álcool, do tabaco e da maconha. Entre os anos de 2018 e 2025, o SUS registrou um expressivo aumento de 140% nos atendimentos de saúde mental ligados a jogos compulsivos.

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O perfil dos mais afetados acende um alerta, já que os jovens e as populações socioeconomicamente vulneráveis são os que apresentam maior risco de desenvolver o vício. Esse cenário se desenvolve em paralelo a um mercado altamente lucrativo, uma vez que, em 2025, mais de 25 milhões de pessoas apostaram em plataformas legalizadas, movimentando um faturamento bruto de R$ 37 bilhões e gerando R$ 9 bilhões em tributos.

Como resposta, o MPF já instaurou inquéritos civis públicos para investigar os impactos socioeconômicos do setor e coibir abusos publicitários, especialmente durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.

“O compromisso do MPF é com a proteção da saúde mental, do orçamento das famílias, dos consumidores mais vulneráveis e das crianças e adolescentes, público atingido pela publicidade das bets”, concluiu.

 

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