A intoxicação por metanol continua fazendo vítimas em Mato Grosso. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, nesta segunda-feira (20), mais duas mortes provocadas pelo consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, elevando para sete o número de óbitos oficialmente registrados no Estado desde o início do surto.
Os exames toxicológicos realizados pelo laboratório forense da Politec detectaram a presença de metanol nas amostras de sangue das vítimas, confirmando a causa das mortes.
Entre os novos casos está uma mulher de 31 anos, moradora de Novo Santo Antônio, que morreu no dia 12 de julho. A outra vítima é um homem de Aripuanã, que faleceu em 8 de julho. As amostras biológicas foram encaminhadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso (Lacen-MT) para análise pericial.
Com os novos laudos, o número de mortes confirmadas por intoxicação por metanol chega a sete em Mato Grosso. O caso de Novo Santo Antônio vinha sendo monitorado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), que aguardava o resultado da perícia para confirmar a causa do óbito.
As outras cinco vítimas já identificadas são uma mulher de 42 anos, em Itanhangá; uma mulher de 30 anos, em Várzea Grande; um homem de 33 anos, em Nova Brasilândia; além de um homem de 24 anos e uma mulher de 37 anos, ambos moradores de Querência. Esta última morreu em junho, após ser internada com fortes dores abdominais e insuficiência respiratória.
O avanço dos casos mobilizou uma força-tarefa envolvendo a Vigilância Sanitária Estadual, secretarias municipais de Saúde e a Polícia Civil, que investiga a origem das bebidas adulteradas e tenta identificar os responsáveis pela fabricação e distribuição dos produtos clandestinos.
Até o momento, seis pessoas que sobreviveram aos quadros graves de intoxicação precisaram receber o antídoto específico disponibilizado pela rede pública de saúde.
As autoridades reforçam o alerta para que a população evite consumir bebidas de origem duvidosa. Sintomas como visão embaçada, dores abdominais intensas, náuseas, tontura e dificuldade para respirar após a ingestão de bebida alcoólica exigem atendimento médico imediato, já que a intoxicação por metanol pode causar cegueira, falência de órgãos e levar à morte.
As investigações seguem em andamento para localizar os envolvidos no esquema criminoso de adulteração e comercialização das bebidas.