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CUIABÁ

POLÍCIA

Casal de empresários é acusado de estuprar e filmar crianças

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Um empresário de 42 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (15), em Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá), durante a Operação Puer Defensus. Ele e a esposa, de 45 anos, são investigados pelos crimes de estupro de vulnerável e produção, divulgação e armazenamento de material de exploração sexual de crianças.

 

Enquanto o empresário foi encaminhado à unidade prisional, a esposa, suspeita de participação nos abusos, foi alvo de medidas cautelares, que incluíram a quebra de sigilo telefônico e a apreensão de aparelhos eletrônicos.

 

Durante as buscas na residência do casal, os policiais civis apreenderam um verdadeiro arsenal de armas de fogo e munições, além de celulares, computadores, mídias digitais, cartões de memória de câmeras de monitoramento e até antigas fitas VHS. Todo o material passará por perícia técnica.

De acordo com a Polícia Civil, o esquema criminoso começou a ser desmantelado após a prisão anterior de uma mulher suspeita de aliciar menores de idade e fornecer os materiais audiovisuais de exploração sexual infantil.

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A partir da análise dos dados do celular dessa aliciadora, somada à confissão dela, os investigadores conseguiram chegar até o empresário e a esposa. As provas colhidas até o momento apontam a existência de vídeos e fotos das vítimas menores de idade com o empresário, o que sustentou o pedido de prisão feito à Justiça.

A operação mobilizou duas equipes da Delegacia de Sorriso, com o empenho de oito policiais civis e duas viaturas. A ação também contou com o apoio de uma equipe da Secretaria Municipal de Segurança Pública de Sorriso, que utilizou um drone para monitorar o perímetro da residência e garantir a segurança dos policiais durante a abordagem.

 

As investigações prosseguem sob segredo de Justiça para a identificação de outros possíveis envolvidos e a completa responsabilização dos suspeitos, resguardando a identidade das vítimas por se tratarem de menores de idade.

 

Gazeta Digital 

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POLÍCIA

Caseiro confessa ter matado advogado em Cuiabá, diz que recebeu cerca de R$ 100 mil e cita dívidas com agiotas

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Em depoimento ao Tribunal do Júri, nesta quarta-feira (15), o caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva confessou ter executado o advogado Renato Gomes Nery, morto em julho de 2024, e afirmou que recebeu quase R$ 100 mil pelo crime. Ele disse que aceitou a proposta porque estava endividado com agiotas que ameaçavam sua família, mas negou parte da versão apresentada pela Polícia Civil sobre o planejamento da execução e a participação de outros envolvidos.

Ele disse que a proposta partiu do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, apontado pelo Ministério Público como um dos intermediadores do assassinato e dono da chácara onde o caseiro morava. Segundo o réu, o convite foi feito durante um churrasco. Antes de cometer o crime, ele afirmou que pesquisou na internet quem era Renato Nery e onde o advogado trabalhava.

“No dia do crime eu fui no escritório dele, ele desceu do carro e eu disparei contra ele. Eu recebi quase R$ 100 mil. Eu estava endividado com agiotas, estavam ameaçando minha família, aí eu estava em um churrasco com o Heron e ele me falou de um advogado que estavam querendo matar. Eu pesquisei quem ele era, e dias depois fiz isso”, disse ao juiz.

Segundo ele não recebeu valores prévios para executar o crime, somente a promessa de que receberia após a execução.

Questionado pelo promotor Rodrigo Domingues se teria estudado a rotina da vítima dias antes do crime, negou e disse que foi “coincidência” o horário que o advogado chegou ao escritório. Contudo, confirmou que pesquisou na internet quem era Renato, sua fisionomia e onde era o local de trabalho dele.

Alex menciona que com o falecimento da mãe, comentou com Heron que não tinha onde morar e o policial militar ofereceu a chácara para que ele pudesse morar. O espaço, contudo, não era utilizado para atividades agrícolas. “Eu não ficava lá de dia, só ia dormir. Eu trabalhava em marcenaria”, citou.

Alex Roberto contou que conheceu Heron quando o militar comprou móveis e ele foi até a casa dele fazer a montagem. Com isso iniciou a amizade, frequentando a casa do policial. Ele negou que frequentasse o Batalhão da Rotam, mas afirmou que esteve lá algumas vezes.

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Ao longo do depoimento, ele negou alguns fatos da investigação informados pelo delegado Bruno Abreu nesta quarta-feira (15). Alex nega que a arma tenha sido fornecida por um policial, neste caso Ícaro, e disse que a Glock foi alugada.

“Eu aluguei a arma de um vizinho que era do Comando Vermelho. A munição veio com a arma. Ele me disse que a arma veio com defeito, eu não sabia de rajada. Um dia antes eu passei lá e vi ele, mas fiquei emotivo e não consegui. No dia seguinte eu voltei lá e atirei. Parei e atirei”, confessou.

Ele confessou ainda que queimou os objetos utilizados para cometer o crime e vestimentas, mas negou ter trocado de celulares varias vezes e ter escondido a moto, que foi levada a Barão de Melgaço.

“Eu estava em Barão, que tem o Pantanal, e passei num lugar alagado e ai deu calcificação e estragou ela, ela estava pra arrumar na oficina, em momento nenhum escondi. Ela estourou o pneu e eu falei onde estava. Em momento nenhum eu escondi essa moto, eu passei o conserto no meu nome”, alega.

Para voltar a Cuiabá, Alex afirmou que recebeu carona de Heron Teixeira e de Kaster Hutter Garcia, amigo de Heron que frequentava a chácara onde o caseiro morava e também viajou com eles para Barão de Melgaço, no interior de Mato Grosso. Segundo o réu, foi durante esse trajeto que contou a Kaster que havia matado o advogado.

Ele alega ainda que não conversou com Jackson ou Ícaro e não os conhecia.

Kaster Hutter Garcia chegou a ser preso em abril de 2025 por suspeita de participação no caso, mas não foi denunciado pelo Ministério Público. Ele havia sido arrolado como testemunha no júri desta quarta-feira (15), porém foi dispensado pela acusação antes do início da instrução em plenário.

Até o momento já prestaram depoimento a filha de Renato Nery, Lívia Nery, e o delegado responsável pelas investigações pela Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), Bruno Abreu. Estavam elencados ainda para oitiva o delegado Caio Albuquerque e a testemunha Kaster, mas foram dispensados pelo Ministério Público (MPMT).

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(MPMT).

Advogado Renato Nery foi alvo de atentado e morreu em julho na capital. (Foto: Reprodução)(Foto: Reprodução)
Advogado Renato Nery foi morto após emboscada em Cuiabá. – Foto: Reprodução

Crime teve disputa de terras como motivação, diz acusação

Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o assassinato de Renato Gomes Nery foi encomendado em razão de uma disputa judicial envolvendo uma fazenda de mais de 12 mil hectares em Novo São Joaquim. O advogado representava uma das partes no processo e havia obtido decisões judiciais que, conforme a investigação, causaram prejuízos financeiros ao casal de empresários Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como mandantes do crime.

Ainda de acordo com o MPMT, a execução foi planejada com divisão de tarefas. Alex Roberto de Queiroz Silva é apontado como o autor dos disparos, enquanto os policiais militares Heron Teixeira Pena Vieira, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Jackson Pereira Barbosa teriam participado da intermediação, fornecimento da arma, recrutamento do atirador e pagamentos relacionados ao homicídio.

Primeiro réu começa a ser julgado pelo Tribunal do Júri

O julgamento desta quarta-feira (15) é o primeiro entre os seis réus denunciados pela morte de Renato Nery. Alex Roberto de Queiroz Silva responde por homicídio qualificado e é apontado pelo Ministério Público como o executor dos disparos que atingiram o advogado em frente ao escritório dele, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, em 5 de julho de 2024. Renato morreu no dia seguinte, após passar por cirurgia.

Ao longo da sessão, foram ouvidos a filha da vítima, Lívia Moreira Gomes Nery, e o delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação. O promotor de Justiça Rodrigo Domingues atuou pela acusação, enquanto Alex foi defendido pela Defensoria Pública. Os demais denunciados já foram pronunciados para júri popular, mas ainda aguardam definição das datas de julgamento.

 

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