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PRESERVAÇÃO AMBIENTAL

Fórum começa debatendo protagonismo de MT e produção sustentável

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O protagonismo de Mato Grosso na produção agropecuária e na preservação ambiental foi o enfoque do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, na palestra inaugural do Fórum das Cadeias Produtivas. O congresso técnico de seis dias começou nesta sexta-feira (12) e segue até 19 de julho dentro da programação da Exposição Agropecuária, Industrial e Comercial de Mato Grosso (Expoagro).

Intitulada “Como seria o mundo sem Mato Grosso”, a palestra traduziu em números a contribuição do estado para o Brasil e o mundo. “Se nosso estado não existisse, enfrentaríamos um grande risco de crise mundial, pois Mato Grosso é grande produtor de carnes, grãos e algodão. No caso da soja, 12% da produção global sai daqui”, comparou o secretário.

Atualmente, o estado é o maior produtor nacional de soja, milho, algodão, gergelim, etanol de milho e biodiesel. Mas além do potencial produtivo, existe ainda o aspecto ambiental. “Produzimos tudo isso mantendo 62% da área territorial de Mato Grosso preservados”, destacou César Miranda. “Ou seja, contribuímos para a segurança alimentar, somos um fornecedor importante de madeira, algodão e minérios, e ainda ajudamos com a estabilidade ambiental e ecológica do mundo, porque a atividade agrícola contribui para o sequestro de carbono”, analisou.

A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti – Foto: Fernando Martin

Se depender do empenho da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Mato Grosso continuará aliando produção e sustentabilidade. “Investimos na eficiência, reduzindo o tempo de análise do cadastro rural de três a cinco anos para uma semana. O desafio, agora, é ampliarmos a base de cadastros realizados”, pontuou a secretária, Mauren Lazzaretti – que palestrou em seguida.

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Atualmente, o chamado CAR Digital, lançado em 2023, soma 121 mil cadastros com análise concluída – o que representa 1,6% do total. “Estamos nesta missão de mobilizar os produtores rurais porque o mercado nacional e internacional só valida que está regularizado. Aderir ao CAR Digital é bom não só para a propriedade rural, mas para a economia do estado”, ponderou a secretária.

Outro desafio enfrentado pela Sema é validar as bases de referências de análise dos diferentes biomas de Mato Grosso. A estimativa da secretária é de que até o final de 2025 a análise do CAR Digital já tenha sido concluída em todas as propriedades rurais de Mato Grosso.

FÓRUM – O Fórum das Cadeias Produtivas é o congresso técnico da Expoagro e está na quinta edição. A programação segue até 19 de julho, sendo todas as palestras gratuitas.

Maior feira agropecuária de Mato Grosso, a Expoagro é uma iniciativa do Sindicato Rural de Cuiabá, com co-realização do Governo do Estado de Mato Grosso e Cordemato. Em sua 56ª edição neste ano, o evento tem previsão de reunir aproximadamente 300 mil pessoas nos 11 dias de duração.

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Além de rodeio e shows musicais, a programação inclui feira comercial com produtos e serviços agropecuários, parque de diversões para a garotada, praça de alimentação, oficinas técnicas e competições hípicas – entre outros atrativos.

Crédito das fotos: Fernando Martin

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

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A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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