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Tribunal de Justiça de MT

Formação continuada aborda interseccionalidades e direitos da população em situação de rua

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Com o objetivo de fortalecer a atuação humanizada do sistema de justiça frente à população em situação de rua, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), deu início na segunda-feira (13 de outubro) ao curso de formação continuada “Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas Interseccionalidades”. A atividade pedagógica, que prosseguiu até esta quarta-feira (15 de outubro), ocorreu presencialmente na Esmagis, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Um dos instrutores do curso, o juiz federal Vladimir Santos Vitovsky, do Rio de Janeiro, destacou o caráter transformador da formação, não apenas do ponto de vista jurídico, mas especialmente humano. Integrante do Comitê Nacional Pop Rua Jud do Conselho Nacional de Justiça, ele destaca que existe uma resolução que prevê a obrigatoriedade de se promover capacitações em relação à Política Nacional de Atenção à Pessoa em Situação de Rua. “A iniciativa da Esmagis é excelente e fundamental para divulgar tudo o que a resolução está prevendo em termos de organograma, de fluxograma, de relacionamento do Judiciário com a pessoa em situação de rua. É uma política de 2021, já começa no âmbito da pandemia, tamanha a urgência do tema”, destaca.

“É um tipo de curso que passa pelo saber, por uma parte teórica, normativa, mas sobretudo, por um saber ser, como se relacionar com uma pessoa em situação de rua no âmbito do Poder Judiciário. Aqui a gente vai desenvolver estratégia sobre empatia, proximidade, escuta ativa, escuta sensível e é um curso que não se limita ao espaço da sala de aula. Ele necessariamente vai ter atividades de visitas, que a gente chama de Estudo do Meio, em instituições que trabalham com a pessoa em situação de rua, que é o Centro Pop Rua Jud, e que são os albergues: o albergue do Porto e o albergue Paraíso. Além disso, também convidamos pessoas que tiveram trajetória de rua e pessoas que lidam com a pessoa em situação de rua para virem aqui fazer uma roda de conversas”, complementou o formador.

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O juiz Fábio Penezi Povoa, do Tribunal de Justiça do Pará, também instrutor da formação, reforça o papel da Esmagis-MT na promoção de uma justiça mais próxima da realidade social. “A Escola está cumprindo muito bem seu papel. Uma escola judicial existe para trazer o cotidiano do magistrado para o debate e devolver à prática um profissional aprimorado. O curso pretende oferecer estratégias para que o profissional retorne ao seu trabalho mais preparado e humanizado.”

Dentre os participantes, o juiz Fernando Kendi Ishikawa, da 1ª Vara da Comarca de Mirassol D’Oeste, compartilhou sua percepção sobre o tema. “A população de rua tem crescido e ainda é invisibilizada. São pessoas com múltiplas dificuldades e interseccionalidades. O Estado precisa garantir que seus direitos sejam atendidos e que sejam reintegradas à sociedade. É preciso entender o contexto que levou cada pessoa àquela condição.”

A Defensoria Pública também marcou presença na capacitação, representada pelo defensor público Leandro Martins de Oliveira. “A Defensoria tem como missão fazer o atendimento de pessoas vulneráveis e as pessoas em situação de rua fazem parte dessa minoria, que precisa ter acolhimento, que precisa ser atendida de forma humanitária. Então, esse curso acaba contribuindo para que a gente aperfeiçoe e melhore cada vez mais a prestação do serviço público”, assinala.

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Segundo Oliveira, na Defensoria existe um grupo de atuação coletiva chamado Gaedic/Pop Rua (Grupo Estratégico na Defesa da População de Rua), que nos últimos meses tem se fortalecido com a atuação interinstitucional. “A gente acredita que a união das instituições vai trazer um processo mais democrático, mais humano, mais acolhedor com as pessoas em situação de rua. E esses laços têm se estreitado e contribuído muito, têm apresentado bons resultados e a gente espera que essa união seja sempre em benefício da população que mais precisa.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Operação conjunta com Juizado Ambiental apreende quase uma tonelada de pescado irregular em Cuiabá

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Peixes de diferentes tamanhos armazenados em um freezer durante fiscalização ambiental. Uma mão aparece sobre os exemplares, indicando a comparação de tamanho dos pescados apreendidos.Uma operação conjunta entre o Juizado Volante Ambiental (Juvam), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizada na manhã de terça-feira (2 de junho), resultou na apreensão de 991 quilos de pescado irregular em Cuiabá.

A fiscalização ocorreu em uma residência e em uma feira livre localizada na Avenida Beira Rio, no bairro Praeirinho. Durante a ação, as equipes encontraram exemplares de espécies cuja captura, transporte, armazenamento e comercialização são proibidos pela legislação estadual, além de peixes com tamanho inferior ao permitido pelas normas ambientais.

Entre os peixes apreendidos estavam exemplares de pintado, dourado e piraputanga, espécies protegidas pela Lei Estadual nº 12.434/2024, conhecida como Lei do Transporte Zero, além de pacus abaixo da medida mínima (45cm) exigida para captura. A legislação vigente em Mato Grosso proíbe, até 2029, a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização de 12 espécies nativas consideradas estratégicas para a preservação dos estoques pesqueiros do Estado.

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O 1º sargento da Polícia Militar Ambiental e integrante do Juvam, Marcello Amui, aparece em primeiro plano durante entrevista. Ele veste farda camuflada e está em ambiente interno.De acordo com o 1º sargento da Polícia Militar Ambiental que atua no Juvam, Marcello Amui, também foram apreendidos exemplares de tambaqui. “Embora a espécie tenha captura permitida, os peixes estavam armazenados juntamente com espécies de posse irregular e, por isso, foram apreendidos”.

O militar informou que todo o pescado recolhido será destinado a instituições sociais cadastradas, garantindo o aproveitamento adequado dos alimentos e beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade.

Fiscalização permanente

A operação integra o conjunto de ações desenvolvidas pelo Juvam em parceria com órgãos ambientais e de segurança pública para combater crimes contra a fauna, a pesca predatória e outras infrações ambientais em Mato Grosso.

“A união das instituições é fundamental para o êxito dessas operações. O Juvam está sempre à disposição para apoiar as fiscalizações e o combate aos crimes e ilícitos ambientais”, destacou o sargento.

Além da atuação fiscalizatória, a unidade desenvolve atividades de educação ambiental, conciliação e orientação à população.

Regras da pesca em Mato Grosso

Três agentes de fiscalização ambiental posam em uma sala ao lado de freezers com peixes apreendidos. Eles seguram exemplares de diferentes espécies durante operação conjunta de combate à pesca irregular realizada em Cuiabá. Ao fundo, os freezers abertos exibem parte do pescado apreendido.Desde o encerramento da Piracema, em 31 de janeiro, a pesca voltou a ser permitida nas bacias hidrográficas do Estado. Entretanto, permanecem em vigor as restrições previstas na Lei do Transporte Zero.

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Continuam proibidas a captura, o transporte, o armazenamento e a comercialização das espécies cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado (surubim), piraíba, piraputanga, pirarara, pirarucu, trairão e tucunaré. Para as demais espécies, a atividade pesqueira deve respeitar tamanhos mínimos, cotas e demais exigências legais.

O sargento reforçou que o descumprimento das normas ambientais pode resultar em multas, apreensão do pescado, embarcações e equipamentos utilizados na infração, além da responsabilização criminal dos envolvidos.

Denúncias

Casos de pesca ilegal e outros crimes ambientais em Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio de Leverger podem ser denunciados ao Juvam pelo telefone e WhatsApp (65) 3648-6880 ou pelo e-mail [email protected]. Ocorrências em outras regiões do Estado também podem ser comunicadas à Sema, pelo WhatsApp (65) 99321-9997 e (65) 98153-0255, ou à Polícia Militar, por meio do telefone 190.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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