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Mauro Mendes critica penas aplicadas a condenados do 8 de janeiro e diz que punições são desproporcionais

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), classificou como desproporcionais as penas aplicadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, Mendes afirmou que muitos dos presos são “pessoas de bem” e que não tinham histórico criminal.

“Eu tenho absoluta certeza que milhares e milhares de brasileiros que ali estavam são pessoas de bem que nunca tinham cometido um crime. Estavam ali manifestando seu sentimento, seu desejo, e não foram ali para dar golpe, não foram ali para nada”, declarou o governador.

Mendes reforçou que não apoia os atos ocorridos em Brasília, mas defendeu que as punições estão sendo aplicadas de forma exagerada. “Os atos do 8/1 ultrapassaram os limites, mas nada justifica aplicar penas tão desproporcionais, maiores do que aquelas que recebem os verdadeiros bandidos, que traficam, matam, agridem e causam todo tipo de insegurança no país”, pontuou.

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Até o momento, diversas condenações já foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com penas que chegam a 17 anos de prisão. Paralelamente, parlamentares de direita no Congresso Nacional discutem a possibilidade de conceder anistia aos envolvidos nos atos.

Mauro Mendes comparou as sentenças dos réus do 8 de janeiro com penas aplicadas a outros crimes e criticou o que considera um desequilíbrio na Justiça. “Vejo pessoas praticando crimes bárbaros, traficando toneladas de cocaína, causando um mal gigantesco para a sociedade, desestruturando famílias, causando mortes, roubos, etc.”, afirmou.

O governador não mencionou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos do 8 de janeiro no STF, mas a crítica às decisões judiciais reforça o posicionamento de setores políticos que consideram as condenações excessivas.

 Veja vídeo:

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Max Russi afirma que presidente e Câmara não podem intervir; cabe ao Senado ‘tomar das rédeas’ do STF

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Em meio as investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou que quem deveria se responsabilizar pela situação é o Senado. O parlamentar comentou que o desgaste na imagem do Supremo é visível e afeta a confiança da sociedade nas instituições.

“Sinceramente, eu acho que tem que ser tomado as rédeas. Isso aí não está sendo legal para o STF, está desgastando muito a imagem do Supremo Tribunal Federal, que é uma instituição que tem que gozar do maior respeito. […] Não tem nenhum brasileiro que esteja feliz, que esteja contente e que providências precisem ser tomadas. Envolve o STF, envolve o Poder Legislativo e coloca todo mundo dentro do mesmo balaio”, afirmou Russi na quarta-feira (09).

Questionado sobre os caminhos para solucionar o impasse, o presidente da ALMT pontuou que o papel central cabe unicamente ao Legislativo, representado pelo senador Davi Alcolumbre (União). Além de ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os demais parlamentares não possuem prerrogativa para fazer as movimentações que o público tem cobrado.

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“A Casa que precisa fazer algo de forma muito forte e tem condição de fazer isso. A última esperança dos brasileiros é o Senado da República. O presidente da República não tem condição de fazer isso. A Câmara Federal não tem condição de fazer isso. Os Estados não têm condição. A única instituição é o Senado da República”, declarou.

Russi também enfatizou que nenhum cidadão está acima da lei, independentemente do cargo que ocupe.

“Qualquer brasileiro tem que ser submetido aos rigores da lei. Então, pode ser ministro, pode ser deputado, pode ser empresário, pode ser quem for. Eu acho que ninguém está livre, se fizer ilícito, se fizer alguma coisa errada, de passar por um processo de avaliação, de julgamento, porque se fez errado, tem que ser julgado, porque a sociedade brasileira não aceita isso”, declarou.

Por fim, ao comentar sobre a expectativa em relação à atuação do presidente do Senado e o legado dos parlamentares frente a esse momento histórico, Max Russi fez um paralelo com sua própria trajetória no Legislativo estadual. Destacando que a história cobrará posicionamentos de todos os envolvidos, especialmente do Senado.

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“É igual à minha história como presidente da Assembleia. Se eu não fizer as boas defesas, os bons projetos, os bons encaminhamentos, daqui uns anos meus filhos, meus netos vão ver a história que o pai deixou aqui como presidente da Assembleia. Ele [Davi Alcolumbre] vai deixar uma história como presidente do Senado. Se ele for omisso, eu tenho certeza de que a história vai cobrar”.

Cabe ao Senado colocar em pauta e decidir sobre o afastamento de ministros do Supremo.

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