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Mauro diz que caso de jovem morta pelo irmão expõe ‘falência das leis’ e defende prisão perpétua

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que o erro que resultou na soltura de Marcos Pereira Soares, suspeito de matar e estuprar a própria irmã em Cuiabá,  Estefany Pereira Soares, de 17 anos, precisa ser esclarecido pelas autoridades judiciais.  Ao defender mudanças no Código Penal, o gestor defendeu prisão perpétua para crimes hediondos.

“Esse é apenas mais um retrato cruel da falência das leis brasileiras. Eu fiquei, tenho certeza que todos nós ficamos chocados com esse caso que aconteceu aqui em Mato Grosso e tantos outros que acontecem no Brasil inteiro. É triste imaginar que uma pessoa foi morta de forma tão cruel por alguém que deveria estar preso”, disse em vídeo publicado nas redes sociais, na manhã desta sexta-feira (13).

A declaração foi dada após a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso instaurar procedimento para apurar as circunstâncias da liberação do preso. Em análise preliminar, foi apontada uma possível falha humana na consulta ao Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), que teria permitido a expedição de um alvará de soltura.

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“Segundo a Justiça aqui em Mato Grosso, ele saiu por causa de um erro que precisa ser explicado. Eu confio na Justiça e acredito que vai ser explicado o que aconteceu”, disse o governador.

Apesar de afirmar confiar na apuração do Judiciário, Mendes demonstrou indignação com o desfecho do caso. O suspeito havia sido condenado anteriormente a 19 anos de prisão por homicídio e ainda cumpria pena quando acabou beneficiado por uma decisão relacionada a outro processo.

Após deixar o sistema prisional, ele foi preso novamente na madrugada de quinta-feira (12), acusado de assassinar a própria irmã. O corpo da jovem foi encontrado na noite de quarta-feira (11) em um córrego de Cuiabá. O caso é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura a motivação do crime.

“Por favor, vamos acordar, vamos revisitar, vamos refazer, vamos construir. a luz da nova realidade, um novo código penal desse país, para botar um freio na bandidagem, nas facções criminosas, nesse tipo de pessoas que, na minha opinião, deveria ficar na prisão perpétua. Como é que você mata uma tia, como é que você mata um cidadão e ele foi solto e agora matou, estuprou e matou a própria irmã? Vamos pensar sobre isso. Eu vou defender”, disse.

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Veja o vídeo:

 

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Max Russi afirma que presidente e Câmara não podem intervir; cabe ao Senado ‘tomar das rédeas’ do STF

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Em meio as investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou que quem deveria se responsabilizar pela situação é o Senado. O parlamentar comentou que o desgaste na imagem do Supremo é visível e afeta a confiança da sociedade nas instituições.

“Sinceramente, eu acho que tem que ser tomado as rédeas. Isso aí não está sendo legal para o STF, está desgastando muito a imagem do Supremo Tribunal Federal, que é uma instituição que tem que gozar do maior respeito. […] Não tem nenhum brasileiro que esteja feliz, que esteja contente e que providências precisem ser tomadas. Envolve o STF, envolve o Poder Legislativo e coloca todo mundo dentro do mesmo balaio”, afirmou Russi na quarta-feira (09).

Questionado sobre os caminhos para solucionar o impasse, o presidente da ALMT pontuou que o papel central cabe unicamente ao Legislativo, representado pelo senador Davi Alcolumbre (União). Além de ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os demais parlamentares não possuem prerrogativa para fazer as movimentações que o público tem cobrado.

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“A Casa que precisa fazer algo de forma muito forte e tem condição de fazer isso. A última esperança dos brasileiros é o Senado da República. O presidente da República não tem condição de fazer isso. A Câmara Federal não tem condição de fazer isso. Os Estados não têm condição. A única instituição é o Senado da República”, declarou.

Russi também enfatizou que nenhum cidadão está acima da lei, independentemente do cargo que ocupe.

“Qualquer brasileiro tem que ser submetido aos rigores da lei. Então, pode ser ministro, pode ser deputado, pode ser empresário, pode ser quem for. Eu acho que ninguém está livre, se fizer ilícito, se fizer alguma coisa errada, de passar por um processo de avaliação, de julgamento, porque se fez errado, tem que ser julgado, porque a sociedade brasileira não aceita isso”, declarou.

Por fim, ao comentar sobre a expectativa em relação à atuação do presidente do Senado e o legado dos parlamentares frente a esse momento histórico, Max Russi fez um paralelo com sua própria trajetória no Legislativo estadual. Destacando que a história cobrará posicionamentos de todos os envolvidos, especialmente do Senado.

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“É igual à minha história como presidente da Assembleia. Se eu não fizer as boas defesas, os bons projetos, os bons encaminhamentos, daqui uns anos meus filhos, meus netos vão ver a história que o pai deixou aqui como presidente da Assembleia. Ele [Davi Alcolumbre] vai deixar uma história como presidente do Senado. Se ele for omisso, eu tenho certeza de que a história vai cobrar”.

Cabe ao Senado colocar em pauta e decidir sobre o afastamento de ministros do Supremo.

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