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Janaina afirma que buscará melhor composição para o Senado e defende união com Max e Botelho em 2026

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Deputada reafirma candidatura a senadora, defende alianças e detalha propostas para o Congresso

Pré-candidata a senadora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou nesta terça-feira (21) que pretende buscar a composição eleitoral que ofereça as melhores condições para sua candidatura, sem fechar as portas para nenhum grupo político. Durante entrevista à CBN Cuiabá, ela reforçou que seu projeto está voltado para o Senado e rejeitou a ideia de disputar novamente uma posição de vice.

“Quando se trata de uma mulher, a todo tempo tentam colocá-la como vice. O que eu estou trabalhando agora é para ser senadora de Mato Grosso”, declarou.
Janaina disse que não houve uma reaproximação com o grupo do governador Mauro Mendes, mas reconheceu que mantém conversas políticas em busca de um palanque competitivo. Segundo ela, a decisão será tomada com base na viabilidade eleitoral e na preservação das pautas que construiu ao longo de três mandatos na Assembleia Legislativa.

“Eu tenho trabalhado com a razão. Vou buscar o espaço que seja melhor para eu ser eleita senadora. Ainda não sei qual chapa será, mas vou fazer tudo o que for necessário, junto com o grupo que tenho, para ser a primeira colocada na disputa”, afirmou.

Ao comentar as articulações partidárias, a presidente do MDB em Mato Grosso disse que a sigla não tem restrições ao diálogo com o PL ou com outras legendas. Janaina lembrou que MDB, PL, União Brasil, Republicanos e outros partidos já estiveram reunidos em eleições anteriores e avaliou que eventuais resistências atuais podem estar ligadas a interesses individuais, e não partidários.

“O MDB não tem dificuldade de dialogar com nenhum partido. Todos nós já caminhamos juntos. Criar agora uma barreira para uma coligação não faz sentido, principalmente quando esse mesmo grupo esteve unido há quatro ou oito anos”, disse.

A parlamentar também confirmou a existência de um entendimento político com o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e com o deputado Eduardo Botelho (MDB). Os três, segundo Janaina, pretendem permanecer no mesmo palanque durante a eleição.

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Janaina acrescentou que MDB e Podemos trabalham com a meta de eleger, juntos, até dez deputados estaduais. A candidatura dela ao Senado, segundo a parlamentar, é um ponto de consenso entre Max e Botelho.

Em Brasília

Na entrevista, a pré-candidata também apresentou as bandeiras que pretende levar ao Congresso Nacional. Entre elas estão a proteção às mulheres e às crianças, o endurecimento das penas para crimes sexuais e feminicídio, o combate ao crime organizado, a ampliação do ensino integral e a segurança jurídica no campo.

Janaina voltou a defender a prisão perpétua para estupradores, pedófilos e autores de feminicídio. Ela reconheceu que a mudança exigiria uma nova Constituição, mas argumentou que o Congresso precisa enfrentar o debate.

“Quando é para votar blindagem ou aumentar o fundo eleitoral, o Congresso se reúne. Por que não fazer uma discussão séria para proteger crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência que são vítimas de violência sexual?”, questionou.

Na área de proteção às mulheres, a parlamentar defendeu investimentos federais em patrulhas Maria da Penha, botões do pânico georreferenciados, casas de acolhimento e auxílio financeiro temporário para vítimas que precisam deixar suas residências.

Segundo Janaina, o atendimento ainda ocorre de forma desarticulada, principalmente no interior. Ela relatou que policiais muitas vezes não encontram locais adequados para encaminhar mulheres e crianças retiradas de situações de violência.

“A mulher sai de casa com os filhos, sem dinheiro, sem ter onde ficar e sem saber como vai trabalhar. É preciso um sistema integrado entre União, Estado, municípios e terceiro setor para que ela seja protegida imediatamente”, afirmou.
A deputada também defendeu maior rapidez nos processos relacionados à violência política de gênero. Para ela, autoridades que atacarem mulheres dentro de parlamentos por sua condição feminina deveriam ficar inelegíveis.
Janaina citou casos de vereadoras que teriam sido insultadas em plenário e que, mesmo após dois ou três anos, ainda aguardam uma resposta da Justiça. “A lei existe, mas não é cumprida no tempo necessário. Sem punição, as agressões continuam acontecendo”, disse.

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Sobre segurança pública, a pré-candidata afirmou que as facções criminosas avançaram sobre bairros da Baixada Cuiabana e municípios do interior, ocupando espaços deixados pelo Estado. Ela defendeu uma reforma no sistema penal, aumento do efetivo das forças de segurança, valorização dos servidores e medidas específicas para proteger policiais e suas famílias.

“Na omissão do Estado, o crime organizado passa a dar uma falsa sensação de segurança à população. Quando uma comunidade confia mais no integrante da facção do que na polícia, existe uma inversão completa de valores”, avaliou.

Sobre o fim da jornada de trabalho seis por um, a pré-candidata reconheceu a sobrecarga dos trabalhadores, mas disse que pretende aguardar estudos sobre os impactos da mudança no emprego, nos salários e nas empresas.

A deputada afirmou ser favorável a uma reforma que amplie o tempo das famílias, sem provocar demissões ou aumento da informalidade. Segundo ela, a decisão não deve ficar restrita à negociação entre empregados e empregadores.

“Entendo que precisa haver uma mudança, mas ela não pode trazer prejuízo ao trabalhador nem inviabilizar quem empreende”, declarou.

Janaina também se posicionou contra uma atuação guiada apenas pela divisão entre direita e esquerda. Disse que, caso seja eleita, sua principal referência nas votações será o interesse de Mato Grosso, mesmo que isso contrarie o MDB ou o governo federal.

Como exemplos, citou a regulamentação da reforma tributária, as demarcações de terras indígenas, a defesa da propriedade rural e a segurança jurídica para produtores que receberam títulos públicos há décadas.

“A minha principal bandeira é Mato Grosso. Não vou votar contra o meu estado para acompanhar partido, presidente ou qualquer orientação ideológica”, afirmou.

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PL de Gisela que reconhece a Festança de Vila Bela avança e fica a um passo de virar patrimônio cultural do Brasil

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A tradicional Festança de Vila Bela da Santíssima Trindade, uma das mais antigas manifestações populares do Centro-Oeste brasileiro, está mais próxima de receber o reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O Projeto de Lei nº 5.810/2023, de autoria de Gisela Simona, foi aprovado agora em julho, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado Federal.

A proposta foi apresentada logo no início do mandato parlamentar de Gisela e reconhece a Festança realizada há mais de dois séculos na antiga capital de Mato Grosso, como uma das maiores e mais tradicionais celebrações religiosas do Estado. Além de ser observada como uma importante manifestação afro-brasileira entrelaçada à memória histórica. assim, uma das expressões culturais mais emblemáticas do país.

Durante participação na Festança esta semana, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a dirigente do União Brasil em Cuiabá afirmou que o reconhecimento representa mais do que a valorização de um evento religioso.

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“Estamos falando de uma manifestação que preserva parte importante da memória do povo negro brasileiro. A Festança reúne fé, cultura, identidade e resistência. É um patrimônio vivo construído ao longo de gerações e que merece reconhecimento nacional.”

Na justificativa do projeto, Gisela destaca que a celebração reúne o tradicional tríduo dedicado ao Divino Espírito Santo, a São Benedito e à Santíssima Trindade, preservando expressões culturais centenárias como as Danças do Congo e do Chorado, manifestações que carregam marcas profundas da herança africana na formação cultural brasileira.

Mais do que uma festa religiosa, a Festança de Vila Bela tornou-se um símbolo da permanência das tradições afro-brasileiras em Mato Grosso. Realizada na primeira capital do Estado, a celebração atravessou mais de 200 anos preservando costumes, música, dança e religiosidade que sobreviveram às transformações sociais e políticas do país.

O município também ocupa lugar de destaque na história nacional por abrigar o Quilombo do Quariterê, liderado por Tereza de Benguela, personagem reconhecida como símbolo da resistência negra e cuja trajetória inspira, até hoje, políticas de valorização da igualdade racial e da participação feminina.

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Para Gisela, o reconhecimento da Festança como patrimônio imaterial fortalece não apenas a preservação da cultura mato-grossense, mas também amplia a visibilidade da contribuição dos povos negros para a construção da identidade brasileira.

“A cultura também produz cidadania. Quando o Estado reconhece manifestações como esta, reconhece igualmente a história de um povo que ajudou a construir o Brasil.”

Realizada entre os dias 15 e 27 de julho, a Festança reúne milhares de visitantes todos os anos e mantém vivas tradições transmitidas entre gerações, consolidando Vila Bela da Santíssima Trindade como um dos mais importantes centros da cultura afro-brasileira no país.

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