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Deputado Gilberto Cattani percorre municípios do Noroeste e reforça compromisso com demandas da população

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) esteve, entre os dias 29 e 30 de junho, nos municípios de Juruena, Cotriguaçu, Aripuanã e Rondolândia, além de realizar uma audiência pública no distrito de Guariba, em Colniza, para apresentar o Diagnóstico Técnico Integrado sobre a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt. A agenda teve como objetivo ouvir a população, acompanhar de perto as demandas da região e discutir soluções para os principais desafios enfrentados pelos municípios, localizados a mais de 900 quilômetros de Cuiabá.

Durante a visita, o parlamentar destacou que a distância e as dificuldades de acesso ainda representam um dos principais gargalos para o desenvolvimento da região.

“Tivemos que passar por Rondônia para chegar em uma dessas cidades, pois o acesso é melhor por Rondônia do que pelo próprio Mato Grosso. Esses são alguns gargalos que encontramos em algumas localidades do Estado e que precisam ser sanados. Esse é o trabalho do parlamentar, ir in loco, verificar essas situações e buscar os anseios da sociedade”, afirmou.

No distrito de Guariba, em Colniza, Cattani também conduziu uma audiência pública para apresentar os estudos técnicos elaborados pela Assembleia Legislativa sobre a situação da Resex Guariba-Roosevelt e ouvir moradores da região.

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“Fizemos uma audiência pública para tentar proteger os produtores rurais que estão lá sendo também atacados pelo Estado de Mato Grosso. O Estado fez um assentamento, assentou essas pessoas e incentivou que elas fossem para lá. Depois que essas famílias já estavam produzindo em suas propriedades, o próprio Estado criou uma reserva ambiental sobre esse assentamento e, assim, usurpou o direito do cidadão. Nós não podemos aceitar isso”, declarou.

Segundo o deputado, as visitas também permitiram levantar as principais reivindicações apresentadas por produtores rurais e moradores dos municípios. “Essa viagem foi realmente muito produtiva. Tivemos uma aceitação muito boa da população, que trouxe até nós as demandas para que a gente possa, dentro do gabinete, buscar solucionar os problemas que eles têm”, disse.

Entre as principais preocupações apresentadas durante a agenda estão a logística e a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a pequena produção rural.

“Principalmente os pequenos produtores rurais sofrem muito com a logística e com o incentivo por parte do Governo do Estado. Existe uma cultura de assistencialismo, principalmente para o pequeno produtor, e isso nós não podemos mais aceitar. Nós vamos fomentar o pequeno produtor para que ele mesmo possa andar com as próprias pernas, buscar o crescimento da sua atividade rural por meio da comercialização da sua produção”, afirmou.

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Para Cattani, uma das principais reivindicações da agricultura familiar é a redução dos obstáculos enfrentados para comercializar a produção. “O Estado atrapalha muito quando não permite que o pequeno produtor comercialize os seus produtos. Acho que esse é um dos grandes gargalos e um dos principais pedidos da pequena agricultura”, concluiu.

Para Cattani, o contato direto com a população é essencial para compreender a realidade de cada município e identificar as demandas mais urgentes. Segundo o parlamentar, conhecer de perto os desafios enfrentados pelos mato-grossenses é fundamental para buscar soluções que fortaleçam o desenvolvimento das diferentes regiões do estado.

Fonte: ALMT – MT

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Pivetta rebate deputados; ‘o governo do PT não teria crédito para nada’

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O Projeto de Lei nº 795/2026, enviado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que pede autorização para contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, recebeu duras críticas de deputados da ala esquerdista da Assembleia Legislativa (ALMT). O governador alega que o montante servirá para financiar a infraestrutura, a saúde e garantir o subsídio de 60 mil moradias populares por meio do programa SER Família Habitação.

No entanto, a proximidade do período de restrições eleitorais e o prazo apertado para votação geraram forte resistência na oposição, que acusa a gestão de oportunismo político e irresponsabilidade fiscal. O deputado estadual Valdir Barranco (PT) classificou a iniciativa como uma manobra de final de mandato que deixará uma pesada herança financeira para o próximo gestor.

“É um projeto eleitoreiro. O atual governador, que foi vice do Mauro Mendes, acompanhou e viu que Mauro nunca teve compromissos com políticas habitacionais no estado […]. Agora, para entregar o mandato dele, vem pedir empréstimo, deixando conta ao próximo gestor. É uma irresponsabilidade grande dele e de quem votar”, afirmou Barranco em coletiva nesta quarta-feira (30).

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No mesmo sentido, o deputado Lúdio Cabral (PT) questionou a pressa na aprovação e os juros indexados ao CDI, superiores a 14% ao ano. Para tentar mitigar o impacto, Lúdio apresentou uma emenda exigindo que o governo aplique recursos equivalentes do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) exclusivamente em habitação social, criticando a falta de prioridade histórica da gestão na área.

“Sinceramente, não tem sentido, a seis meses do final do mandato do atual governador, o Estado contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, esse é o primeiro problema. Daqui a três meses, Mato Grosso vai eleger uma nova governadora ou um novo governador […]. Isso é juros de mercado, essa modalidade de financiamento não é a modalidade correta para o Estado buscar”, escreveu Lúdio.

A resposta do Executivo veio no final do dia, ao ser confrontado pela imprensa sobre o posicionamento dos parlamentares petistas. Então, o governador optou por não prolongar o debate técnico das emendas, mas fez uma dura provocação política à oposição, defendendo a saúde fiscal do estado e ironizando o histórico de gestão do PT.

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“Eu não vou reagir, eu vou os deixar discutirem. É normal que haja o debate na Assembleia. Nós fizemos uma proposta com claros objetivos, são públicos, o Estado tem transparência na gestão, nós temos todos os nossos números. Temos tanta transparência e os nossos números são tão bons que nós temos crédito para tomar isso. Certamente, se estivesse no governo do PT, não teria crédito para nada”, rebateu.

A expectativa agora gira em torno do plenário da Assembleia Legislativa. Com o calendário eleitoral apertado, pressionando os prazos para esta sexta-feira, o presidente da Casa, Max Russi (Podemos), já sinalizou que a votação do empréstimo dependerá do quórum e da capacidade de articulação da base governista para aprovar o requerimento de dispensa de pauta.

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