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CUIABÁ

SAIDINHA PRA PRÉ-CAMPANHA

Câmara Municipal de Cuiabá unifica sessões ordinárias às terças-feiras para evitar falta de quórum

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A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, por maioria, na última terça-feira (11), um projeto de resolução que unifica as sessões ordinárias às terças-feiras. A medida visa evitar a falta de quórum durante as reuniões do plenário no período de pré-campanha eleitoral, que se intensifica nos próximos meses.

Tradicionalmente, as sessões ocorriam às terças e quintas-feiras. No entanto, a dificuldade em reunir o número necessário de parlamentares para abrir os trabalhos levou à mudança. O projeto, apresentado pela Mesa Diretora, foi aprovado em regime de urgência especial, com 19 votos favoráveis.

A nova resolução altera o Regimento Interno da Câmara, estabelecendo que, entre 20 de junho e 10 de outubro, as sessões ocorrerão apenas às terças-feiras, em dois horários: às 9h e às 13h. Essa mudança está amparada na competência da Câmara Municipal de Cuiabá, conforme previsto no artigo 15, inciso II, da Lei Orgânica Municipal, combinado com o artigo 34, inciso I, alínea ‘a’ do Regimento Interno.

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“É importante destacar que este Projeto de Resolução está dentro da competência da Câmara Municipal de Cuiabá, tanto no aspecto material quanto formal,” menciona trecho do texto do projeto. “A unificação das sessões em um único dia se justifica para que os vereadores tenham mais tempo disponível para suas campanhas,sem prejudicar a ordem do dia,” acrescenta o documento.

Com a proximidade das eleições, todos os 25 vereadores que compõem o Legislativo cuiabano devem disputar a reeleição para continuar ocupando suas cadeiras. A alteração no calendário das sessões visa permitir que os parlamentares possam se dedicar mais às suas campanhas eleitorais, sem comprometer a realização das atividades legislativas essenciais.

Outro ponto relevante é que, devido ao crescimento populacional de Cuiabá, conforme definido pelo IBGE, a próxima legislatura contará com mais duas novas vagas, aumentando o número total de vereadores. Essa expansão reflete o contínuo crescimento da cidade e a necessidade de uma maior representação política.

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Política MT

Max Russi afirma que presidente e Câmara não podem intervir; cabe ao Senado ‘tomar das rédeas’ do STF

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Em meio as investigações envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), avaliou que quem deveria se responsabilizar pela situação é o Senado. O parlamentar comentou que o desgaste na imagem do Supremo é visível e afeta a confiança da sociedade nas instituições.

“Sinceramente, eu acho que tem que ser tomado as rédeas. Isso aí não está sendo legal para o STF, está desgastando muito a imagem do Supremo Tribunal Federal, que é uma instituição que tem que gozar do maior respeito. […] Não tem nenhum brasileiro que esteja feliz, que esteja contente e que providências precisem ser tomadas. Envolve o STF, envolve o Poder Legislativo e coloca todo mundo dentro do mesmo balaio”, afirmou Russi na quarta-feira (09).

Questionado sobre os caminhos para solucionar o impasse, o presidente da ALMT pontuou que o papel central cabe unicamente ao Legislativo, representado pelo senador Davi Alcolumbre (União). Além de ressaltar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os demais parlamentares não possuem prerrogativa para fazer as movimentações que o público tem cobrado.

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“A Casa que precisa fazer algo de forma muito forte e tem condição de fazer isso. A última esperança dos brasileiros é o Senado da República. O presidente da República não tem condição de fazer isso. A Câmara Federal não tem condição de fazer isso. Os Estados não têm condição. A única instituição é o Senado da República”, declarou.

Russi também enfatizou que nenhum cidadão está acima da lei, independentemente do cargo que ocupe.

“Qualquer brasileiro tem que ser submetido aos rigores da lei. Então, pode ser ministro, pode ser deputado, pode ser empresário, pode ser quem for. Eu acho que ninguém está livre, se fizer ilícito, se fizer alguma coisa errada, de passar por um processo de avaliação, de julgamento, porque se fez errado, tem que ser julgado, porque a sociedade brasileira não aceita isso”, declarou.

Por fim, ao comentar sobre a expectativa em relação à atuação do presidente do Senado e o legado dos parlamentares frente a esse momento histórico, Max Russi fez um paralelo com sua própria trajetória no Legislativo estadual. Destacando que a história cobrará posicionamentos de todos os envolvidos, especialmente do Senado.

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“É igual à minha história como presidente da Assembleia. Se eu não fizer as boas defesas, os bons projetos, os bons encaminhamentos, daqui uns anos meus filhos, meus netos vão ver a história que o pai deixou aqui como presidente da Assembleia. Ele [Davi Alcolumbre] vai deixar uma história como presidente do Senado. Se ele for omisso, eu tenho certeza de que a história vai cobrar”.

Cabe ao Senado colocar em pauta e decidir sobre o afastamento de ministros do Supremo.

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