Na última quinta-feira (7), o réu Gilberto Luiz de Rezende enfrentou o Tribunal do Júri e foi condenado a 28 anos de prisão pelos crimes de homicídios qualificados cometidos em 1997, no município de Rondonópolis. Os crimes envolveram as vítimas Marciana Siqueira da Silva, sua ex-esposa, e Ewandro Carlos Satelis. A sentença foi proferida pelo juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati.
A decisão do Tribunal do Júri estabeleceu que o réu não terá o direito de recorrer em liberdade, fundamentada em seu histórico de descumprimento de medidas cautelares e perturbação da ordem pública. O juiz ressaltou que o réu, ao longo do tempo, demonstrou não ser confiável para cumprir medidas que garantam o bom andamento da aplicação da lei penal.
A prisão de Gilberto Luiz de Rezende ocorreu em 2 de dezembro, no município de Paranatinga, graças ao trabalho do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em apoio ao Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Os crimes em questão corriam o risco de prescrição devido a várias manobras da defesa ao longo do processo. O julgamento teve várias tentativas, com sessões redesignadas e anuladas, criando um cenário de impunidade. Somente em setembro de 2016, o réu foi submetido ao Tribunal do Júri e condenado a 28 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Após uma série de recursos da defesa, que incluiu a anulação do primeiro júri e sua substituição por um novo julgamento, a decisão final foi tomada em 21 de novembro de 2023. O réu, nesse intervalo, teve prisão preventiva decretada devido ao descumprimento das medidas cautelares impostas.
Os homicídios ocorreram em 28 de agosto de 1997, quando as vítimas foram atingidas por disparos de armas de fogo no interior de um veículo Pálio. O Ministério Público afirmou que Adeir de Sousa Guedes Filho foi contratado por Gilberto Luiz de Rezende para executar os homicídios, motivado por ciúmes. Adeir de Sousa Guedes Filho já foi julgado e condenado pelo duplo homicídio, fazendo parte do grupo criminoso conhecido como “A Firma”.