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Saúde masculina e combate ao câncer de próstata

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Novembro é mês de campanha de conscientização em torno da saúde masculina com ênfase no câncer de próstata. Esse tema se torna de extrema relevância devido ao baixo índice de procura do público masculino aos dispositivos de saúde, baixa aderência aos tratamentos, alta taxa de dependência química, alta taxa de suicídio como também a falta de cuidado com as questões psicológicas.

O câncer de próstata é o segundo câncer que mais mata homens no mundo apesar do diagnóstico precoce que atinge taxas de até 90% na possibilidade de cura, essa situação antagônica segue ocorrendo devido ao preconceito envolvido na questão do exame periódico que os homens tendem a fazer a partir dos 40 anos, que é o toque retal.
Esta dimensão psicológica que envolve o exame demonstra a importância do apoio familiar, da rede de apoio e dos profissionais da saúde mental como também de toda sociedade que faz necessário buscar o esclarecimento, compartilhamento de informações sobre o tema de maneira clara, respeitosa e digna, pois com a saúde não se brinca.

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É o preconceito que vem tirando a longevidade de vários homens, então a primeira batalha que temos que vencer é contra ele. É necessário conscientizar a todos os homens que o exame do toque ainda é o melhor exame para o diagnóstico de câncer de próstata e que em nada afetará a sua masculinidade, por isso não deixe que ninguém brinque com esse tema ou descredibilize o assunto.

Apoie, encoraje e se possível acompanhe a pessoa que necessite fazer o exame, conte as pessoas próximas o que você sabe sobre o assunto e absolva o máximo de informações possível pois quanto mais você souber, mais fácil será para passar por essa fase importante para a saúde masculina.

Nailton Reis é Psicólogo e atua na área de Neuropsicologia, Avaliação psicológica e Psicologia Clínica.

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‘Nenhuma a menos’

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Em 2023, ao menos oito mulheres foram diariamente vítimas de algum tipo de violência, de acordo com a Rede de Observatórios da Segurança, que reúne organizações da sociedade civil e de pesquisa para monitorar e divulgar informações sobre direitos humanos. Também mostrando que a cada 15 horas uma mulher foi morta em razão do gênero. Majoritariamente, executadas pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros. Em 2024, a justiça brasileira informou – por meio do seu Conselho Nacional(CNJ) -, ter recebido diariamente 2,5 mil processos de violência contra a mulher. Ao entorno de 380 mil só nos primeiros cinco meses, em ações que vão desde ameaças, agressões, torturas, ofensas, assédio até feminicídio.

Outros dados, agora, do DataFolha, mostram que 2,4 milhões de mulheres brasileiras sofreram agressões físicas entre junho de 2023 a junho de 2024. E que ‘uma em cada quatro pessoas’ diz conhecer vítimas de violência doméstica, o que corresponde a quase 45 milhões de homens e mulheres que sabem sobre estas agressões, contudo, de alguma forma deixando que se banalize.

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Informações que ganham mais contundência quando este levantamento é sobre assassasinatos de mulheres negras, ao apontar que elas representam 62% destas vítimas no Brasil. E que meninas negras de até 13 anos são as maiores vítimas de estupro em um país onde ocorre um estupro a cada seis minutos.

Assim, hoje, dia 20, Dia da Consciência Negra. Data que, igualmente, abre a campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com ações que buscam reflexões sobre os variados cenários da violência de gênero, com a contextualização de suas vulnerabilidades, eu posso falar com profunda tristeza e absoluta preocupação sobre como ainda somos alvos fáceis.

Como mulher, como advogada e, sobretudo, como deputada que faz parte da bancada negra desde a sua criação, em 2023, e uma dos 31 parlamentares que se declaram negros, dos 513 que participam da Câmara Federal, vejo a violência se multiplicar, com casos graves de racismo, além de elevados índices de feminicídio e de homicídio que ainda são rotina para milhares de mulheres negras em todo o país. E mesmo que nossas lutas sejam ininterruptas no Congresso Nacional, esta escalada, em especial, contra a mulher negra têm mostrado possuir muitas camadas, cujos números desafiam especialistas e autoridades das três esferas do Poder.

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Desvelando que este racismo estrutural é formado moral e intelectualmente por mais de três séculos de escravidão. Por teorias racialistas que fizeram parte da construção da identidade nacional. Assim, tornando a assertiva feita em 1888, por Joaquim Nabuco, político abolicionista brasileiro ‘que o nosso caráter e nossa moral acham-se terrivelmente afetadas pelas influências com que a escravidão passou 300 anos a permear a sociedade brasileira (…) Desta forma enquanto essa obra não estiver concluída, o abolicionismo terá sempre razão de ser’.

Tirando o velho e empoeirado verniz de igualdade, e deixando à mostra que o racismo ainda hoje não foi enfrentado como deveria. E que o Estado e os governos não interpuseram ferramentas para proteger, de fato, a vida das pessoas negras no Brasil.

Gisela Simona é advogada e deputada federal

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