O principal impasse para os trabalhadores da Caixa é em relação ao plano de saúde. Os empregados querem o fim do teto de pagamento do patrocinador do plano, que hoje é de 6,5% sobre a folha de pagamento. O sindicato pede a volta do modelo anterior, que previa a cobertura de 70% das despesas pela Caixa e 30% pelos funcionários.
Dissídio coletivo
A reportagem procurou a Caixa Econômica Federal por e-mail pedindo posicionamento a respeito do assunto, mas ainda não houve resposta. Procurado pelo Metrópoles, o Sindicato dos Bancários enviou nota na qual afirma que as negociações com a Caixa foram retomadas nesta quinta, com reunião agendada para esta manhã.
O perfil da Contraf-CUT fez postagem nesta quinta informando que a Caixa apresentou nova proposta de acordo coletivo de trabalho (ACT) e que o banco adiantou que, caso a proposta não seja aprovada, a instituição vai entrar com dissídio coletivo.
O dissídio significa que o banco vai acionar a Justiça para que haja negociação acompanhada por um magistrado, o que, em caso de frustração, pode levar a uma decisão judicial.
Banco do Brasil
A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec) orientou, na quarta-feira (9/9), que os funcionários do Banco do Brasil realizem novas assembleias até esta quinta para reavaliar “o cenário nacional da negociação coletiva e a posição das bases diante do quadro registrado em diferentes regiões do país”.
A reportagem perguntou ao Banco do Brasil sobre quantas agências estariam sendo afetadas, mas não houve resposta a esse questionamento.
Em nota, o Banco do Brasil afirmou que negocia com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) os pontos demandados, entre eles o índice de reajuste nos salários e em benefícios.
Metrópoles