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PROJETO AMBICIOSO

Projeto do AgriHub busca inovação e soluções para desafios no campo em Mato Grosso

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O AgriHub, rede de inovação em agricultura e pecuária ligada à Famato, está em meio a um projeto ambicioso para mapear e resolver os desafios enfrentados pelos produtores rurais em Mato Grosso. O projeto, ainda em desenvolvimento, visa unir tecnologia e inovação para oferecer soluções eficazes ao setor.

Em outubro, o superintendente do AgriHub, Paulo Ozaki, e a gerente de inovação e agronegócio, Jéssica Gimenes, deram início a uma jornada por diversas regiões produtoras do estado. O objetivo principal foi estabelecer parcerias e definir metas junto aos representantes dos sindicatos rurais em municípios-chave como Canarana, Primavera do Leste, Tangará da Serra, Alta Floresta, Nova Mutum, Campo Novo dos Parecis e Sapezal.

Ozaki destaca a relevância dessa viagem como ponto de partida para um projeto de maior escala que será apresentado nos próximos meses. “Essa é a primeira etapa. Fomos estabelecer laços com os sindicatos rurais e, a partir disso, vamos firmar parcerias para identificar os principais desafios enfrentados pelos produtores da região”, afirmou.

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A segunda fase do projeto terá início em novembro, quando os sindicatos rurais assumirão o papel de intermediários entre o AgriHub e os produtores locais. Isso permitirá o mapeamento detalhado das dificuldades enfrentadas no campo e a conexão com soluções viáveis oferecidas pelo Instituto.

Esta parceria estratégica busca disseminar a atuação do AgriHub por todo o estado, aproximando-o daqueles que trabalham arduamente na produção agropecuária. Embora o AgriHub Space esteja sediado em Cuiabá, a iniciativa pretende estender sua presença e oferecer suporte direto às zonas produtivas de Mato Grosso.

A expectativa é que esse esforço colaborativo proporcione um canal direto para identificar, compreender e solucionar os desafios enfrentados pelos produtores rurais, fortalecendo a indústria agropecuária do estado com inovação e tecnologia.

Acompanhe as atualizações do projeto nos canais oficiais do AgriHub e esteja por dentro das novidades que poderão transformar a realidade dos agricultores e pecuaristas de Mato Grosso.

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AGRONEGÓCIO

Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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