Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.
CUIABÁ

AGRONEGÓCIO

Guiana abre áreas agrícolas a brasileiros, mas é preciso ter estrutura e capital para investir

Publicado em

A abertura de áreas agrícolas na Guiana, país vizinho ao Brasil, ao lado de Roraima (a capital, Georgetown, está 4.825 km distante de Brasília), tem despertado o interesse de produtores brasileiros, mas também gerado interpretações equivocadas. Ao contrário do que se noticiou, o país não está distribuindo “terra de graça”, é preciso ter estrutura e capital para investir. O modelo em curso é baseado em concessões de áreas públicas, com incentivos para atrair investimento produtivo.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do governo local para ampliar a produção interna de alimentos e reduzir a dependência de importações. A meta, alinhada à Comunidade do Caribe, do qual o país faz parte, é cortar em 25% as compras externas até 2030. Hoje, boa parte do abastecimento alimentar do país ainda vem de fora.

Para isso, o governo passou a disponibilizar áreas de savana com potencial agrícola, principalmente na região próxima à fronteira brasileira. Segundo a Food and Agriculture Organization, agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), essas áreas apresentam aptidão para produção de grãos e podem ser incorporadas sem avanço direto sobre a floresta.

Leia Também:  Safra 2024/25 de grãos avança e produção de soja atinge novo recorde

O ponto central, no entanto, está no formato da oferta. As terras pertencem majoritariamente ao governo da Guiana e são disponibilizadas por meio de concessões e arrendamentos de longo prazo. Em alguns casos, o custo inicial pode ser reduzido ou facilitado, mas está condicionado à implantação efetiva da produção.

Na prática, isso significa que o produtor interessado precisa entrar com estrutura e ter capital alto para investir, numa região distante do Brasil. A operação exige investimento em preparo de área, máquinas, insumos, mão de obra e logística, além de capacidade para organizar o escoamento da produção em um ambiente ainda em formação. O atrativo está no conjunto de incentivos, como crédito subsidiado e isenção de impostos sobre equipamentos e não na gratuidade da terra.

O interesse por produtores brasileiros não é casual. A experiência do Brasil na expansão agrícola em áreas de cerrado é vista como referência para acelerar o desenvolvimento produtivo local, especialmente em culturas como soja e milho, além da proteína animal.

Apesar do potencial, o cenário ainda impõe desafios. A infraestrutura logística é limitada, com a principal ligação rodoviária entre a fronteira e a capital Georgetown ainda em desenvolvimento. A ausência de uma cadeia agroindustrial estruturada, com tradings e processamento, também aumenta o risco comercial.

Leia Também:  Efeitos do clima acende alerta para a soja em fase decisiva

Há ainda lacunas técnicas, como falta de mapeamento detalhado de solos, séries históricas de chuva e zoneamento agrícola consolidado, fatores que dificultam o planejamento de longo prazo. A barreira do idioma, a Guiana é o único país de língua inglesa da América do Sul, também aparece como ponto de atenção operacional.

Com pouco mais de 800 mil habitantes e economia impulsionada recentemente pela exploração de petróleo, a Guiana tenta construir uma nova fronteira agrícola combinando terra disponível e incentivo público. Para o produtor brasileiro, a oportunidade existe, mas exige leitura clara do cenário: mais do que acesso à terra, o que está em jogo é a capacidade de estruturar uma operação completa em um mercado ainda em desenvolvimento.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

GreenFarm 2026: feira do agro terá espaço reservado para startups que tenham soluções aplicadas ao campo

Published

on

AgriHub vai reunir as startups do agro e reforçar a conexão entre inovação, produtividade e geração de resultados para a agropecuária

A GreenFarm 2026 contará novamente com a participação do AgriHub, que levará ao evento pelo menos dez startups com tecnologias voltadas à aplicação prática no agronegócio. A feira será realizada de 27 a 30 de maio, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, com programação e horários ampliados neste ano (ver serviços completos ao final do texto).

A proposta é conectar diretamente quem desenvolve tecnologia com quem precisa utilizá-la no campo. As soluções apresentadas compreendem ferramentas de gestão operacional da agricultura e da pecuária, gestão administrativa, financeira e tributária das atividades, acesso ao crédito, previsibilidade de incêndios nas propriedades rurais, manejo de solos degradados, comercialização de insumos e animais, entre outras temáticas.

Segundo a gerente do AgriHub, Erika Segóvia, além da demonstração de tecnologias, o espaço será voltado à troca de experiências entre produtores, empresas e parceiros. “Vamos apresentar soluções aplicadas dentro da porteira e projetos que conectam os produtores a essas tecnologias”, afirma.

Adoção tecnológica avança no campo, na agricultura e pecuária.

Leia Também:  Produção global deve atingir recorde de 421 milhões de toneladas na safra 24-25

Mais de 75% dos produtores rurais de Mato Grosso já utilizam ferramentas tecnológicas para gestão, monitoramento e decisões, segundo levantamento realizado pelo próprio AgriHub (2024). Diante desse cenário, a rede de agritechs levará soluções em diferentes frentes, para agricultura e pecuária, como agricultura de precisão, rastreabilidade, gestão de dados, sustentabilidade e inovação aplicada. O objetivo é mostrar que a tecnologia já faz parte da rotina do produtor, com soluções acessíveis, testadas e voltadas para resultados concretos.

Erika destaca que a GreenFarm fortalece o ambiente de inovação em Mato Grosso. “A expectativa é gerar conexões, abrir oportunidades para startups e ouvir as demandas de quem está no campo”, diz.

Neste ano, a GreenFarm apresenta novamente uma arena exclusiva para a inovação. As startups terão um espaço diferenciado no evento, com facilidade de acesso ao público e comodidade para a apresentação dos produtos e serviços. A idealizadora da feira, Randala Lopes, reforça que a tecnologia está cada vez mais integrada ao agronegócio e sempre foi intenção da GreenFarm ter diferentes espaços para a promoção de ideias e projetos inovadores. “Nossa proposta sempre foi conectar produtores a soluções que realmente façam diferença no dia a dia. Isso traz transformação e rentabilidade ao campo”, afirma Randala.

Leia Também:  Efeitos do clima acende alerta para a soja em fase decisiva

De acordo com o levantamento do programa Radar Agtech Brasil, divulgado pela Embrapa, o número de startups com serviços dedicados ao agronegócio chegou a 2.075 no ano passado, em todo o Brasil. E elas seguem impulsionadas pela busca por eficiência, redução de custos e atendimento às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade.

Crescimento consistente da GreenFarm

Desde a primeira edição, a GreenFarm apresenta avanço contínuo. Em 2024, movimentou mais de R$100 milhões em negócios, com mais de 60 marcas expositoras. Em 2025, dobrou de tamanho, com mais de 100 expositores e cerca de R$200 milhões em negócios gerados.

A expectativa para 2026 é de crescimento de 20% em número de expositores e atingir um público visitante de aproximadamente 40 mil pessoas, em quatro dias de evento.

Horários da GreenFarm 2026
Data: 27 a 30 de maio de 2026
Local: Parque Novo Mato Grosso – Cuiabá/MT
Horários:
•⁠ ⁠27/05: 18h às 22h
•⁠ ⁠28 e 29/05: 14h às 22h
•⁠ ⁠30/05: 7h às 22h
Informações: www.greenfarmbrasil.com.br | Instagram: @feiragreenfarm

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA