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China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

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A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

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A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

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No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

GreenFarm 2026: feira do agro terá espaço reservado para startups que tenham soluções aplicadas ao campo

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AgriHub vai reunir as startups do agro e reforçar a conexão entre inovação, produtividade e geração de resultados para a agropecuária

A GreenFarm 2026 contará novamente com a participação do AgriHub, que levará ao evento pelo menos dez startups com tecnologias voltadas à aplicação prática no agronegócio. A feira será realizada de 27 a 30 de maio, no Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, com programação e horários ampliados neste ano (ver serviços completos ao final do texto).

A proposta é conectar diretamente quem desenvolve tecnologia com quem precisa utilizá-la no campo. As soluções apresentadas compreendem ferramentas de gestão operacional da agricultura e da pecuária, gestão administrativa, financeira e tributária das atividades, acesso ao crédito, previsibilidade de incêndios nas propriedades rurais, manejo de solos degradados, comercialização de insumos e animais, entre outras temáticas.

Segundo a gerente do AgriHub, Erika Segóvia, além da demonstração de tecnologias, o espaço será voltado à troca de experiências entre produtores, empresas e parceiros. “Vamos apresentar soluções aplicadas dentro da porteira e projetos que conectam os produtores a essas tecnologias”, afirma.

Adoção tecnológica avança no campo, na agricultura e pecuária.

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Mais de 75% dos produtores rurais de Mato Grosso já utilizam ferramentas tecnológicas para gestão, monitoramento e decisões, segundo levantamento realizado pelo próprio AgriHub (2024). Diante desse cenário, a rede de agritechs levará soluções em diferentes frentes, para agricultura e pecuária, como agricultura de precisão, rastreabilidade, gestão de dados, sustentabilidade e inovação aplicada. O objetivo é mostrar que a tecnologia já faz parte da rotina do produtor, com soluções acessíveis, testadas e voltadas para resultados concretos.

Erika destaca que a GreenFarm fortalece o ambiente de inovação em Mato Grosso. “A expectativa é gerar conexões, abrir oportunidades para startups e ouvir as demandas de quem está no campo”, diz.

Neste ano, a GreenFarm apresenta novamente uma arena exclusiva para a inovação. As startups terão um espaço diferenciado no evento, com facilidade de acesso ao público e comodidade para a apresentação dos produtos e serviços. A idealizadora da feira, Randala Lopes, reforça que a tecnologia está cada vez mais integrada ao agronegócio e sempre foi intenção da GreenFarm ter diferentes espaços para a promoção de ideias e projetos inovadores. “Nossa proposta sempre foi conectar produtores a soluções que realmente façam diferença no dia a dia. Isso traz transformação e rentabilidade ao campo”, afirma Randala.

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De acordo com o levantamento do programa Radar Agtech Brasil, divulgado pela Embrapa, o número de startups com serviços dedicados ao agronegócio chegou a 2.075 no ano passado, em todo o Brasil. E elas seguem impulsionadas pela busca por eficiência, redução de custos e atendimento às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade.

Crescimento consistente da GreenFarm

Desde a primeira edição, a GreenFarm apresenta avanço contínuo. Em 2024, movimentou mais de R$100 milhões em negócios, com mais de 60 marcas expositoras. Em 2025, dobrou de tamanho, com mais de 100 expositores e cerca de R$200 milhões em negócios gerados.

A expectativa para 2026 é de crescimento de 20% em número de expositores e atingir um público visitante de aproximadamente 40 mil pessoas, em quatro dias de evento.

Horários da GreenFarm 2026
Data: 27 a 30 de maio de 2026
Local: Parque Novo Mato Grosso – Cuiabá/MT
Horários:
•⁠ ⁠27/05: 18h às 22h
•⁠ ⁠28 e 29/05: 14h às 22h
•⁠ ⁠30/05: 7h às 22h
Informações: www.greenfarmbrasil.com.br | Instagram: @feiragreenfarm

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